Como todos sabem, costumo escrever sempre o que penso. Não tenho meias palavras. Sempre fui assim. Desde criança, quando minha mãe dona Ana (essa que está aí num blogo anterior) me corrigia, qaundo eu falava algumas boas verdades. Mas enfim: em um artigo que escrevi no 'Diário da Manhã' trato da 'burrocracia'. Você, meu amigo, leu bem: BURROCRACIA! É um absurdo, mas tem burro demais atravancando o desejo das pessoas de empreender. O Brasil tem que resolver a 'burrocracia'. Não é só em Goiás.
Basta querermos fazer alguma coisa para encontrar um ou outro probleminha pela frente: a burocracia, que prefiro chamar mesmo de burrocracia. Na minha vida profissional, fui de tudo: engraxate, vigia de carro, artesão, etc. Enfim, tentei ser digno e sobreviver através do trabalho - em sua maioria exercido nas ruas de Goiânia. Tentei alçar vôo mais alto quando montei uma pequena lanchonete, mas fui logo proibido de atuar por que estaria fora dos padrões exigidos pela Prefeitura.
Tinha feito minha lanchonete de tijolos, tudo muito limpo e respeitoso com a segurança da saúde dos clientes. Mas os doutores da burocracia entenderam que eu estava ferindo normas. O fato é que tempos depois, quando minha lanchonete já não existia mais, pois fui obrigado a fechá-la, a minha lanchonete virou moda na cidade - e aceita pelo poder público. Falo da burocracia por conta da falta de sensibilidade de algumas autoridades - e não são todas, quero deixar bem claro. Esta experiência que tive na prática é repetida todos os dias nas repartições públicas. Muitos trabalhadores, cansados de lutar com as dificuldades, acabam caminhando para práticas irregulares ou para o serviço que chamam de informal. O maior exemplo é o vendedor de rua, esse mesmo que comercializa de tudo muitas vezes sem autorização.
Acredito que a administração pública não pode ser um muro ou paredão intransponível, que impossibilita os sonhos e desejos das pessoas. Entendo que é preciso regra e lei, mas consultando o Código de Posturas do Município de Goiânia, por exemplo, observo uma série de empecilhos que desmotivam as pessoas. Antes mesmo de procurarem cumprir o que pede o poder público, elas se sentem desmotivadas devido as dificuldades postas no papel. Acho que é mais fácil aproximar a regra da realidade do que sair por aí aplicando a lei de forma desproporcional. Estes fatos se repetem todos os dias.
Aprendi um princípio que deve sempre ser seguido: o da razoabilidade. Ele diz que é preciso ser razoável em nossas avaliações e cobranças. Ser razoável é não impedir, por exemplo, que um show aconteça só por conta de uma pendenga ambiental. Pode até multar, mas impedir algo programado durante muito tempo é absolutamente burocrático.
Ser razoável é aplicar a lei da mesma forma para todos, mas sabemos que aqueles mais influentes conseguem suas demandas. Outros não têm a mesma sorte e ficam indo e voltando para tentar empreender suas ações. Por isso mesmo chegam pedidos e mais pedidos em nosso gabinete, que procura atender a todos, mas estamos cientes de que a função da administração pública é tratar qualquer cidadão da mesma forma: o rico e o pobre, o branco e negro, o goiano e o mineiro, o jovem e o velho. Atualmente tenho tentado resolver (ou ajudar) inúmeras demandas, em sua maioria justas e muitas vezes absurdas. Questões como a falta de documentos, recursos iniciais para pagar taxas, quantidade exorbitante de procedimentos, tributos sem necessidade e exigências desnecessárias impedem o espírito empreendedor. Uma pesquisa realizada em 2007 pela GEM, órgão que mede o grau de empreendedorismo no mundo, afirma que impostos e burocracia impedem (26,7%) lideram as reclamações de pessoas que atuam na área da livre iniciativa do Brasil. E isso prejudica a geração de rendas e empregos.
Respeito o funcionário público e suas obrigações, mas entendo que a boa vontade pode ser a primeira ação para fazer com que a expressão 'burrocrata' desapareça de nossa sociedade. Quem sabe mudando nossas atitudes, em vez de impedir sonhos e acessos, possamos realizar desejos e fazer parte da vitória dos outros.
Basta querermos fazer alguma coisa para encontrar um ou outro probleminha pela frente: a burocracia, que prefiro chamar mesmo de burrocracia. Na minha vida profissional, fui de tudo: engraxate, vigia de carro, artesão, etc. Enfim, tentei ser digno e sobreviver através do trabalho - em sua maioria exercido nas ruas de Goiânia. Tentei alçar vôo mais alto quando montei uma pequena lanchonete, mas fui logo proibido de atuar por que estaria fora dos padrões exigidos pela Prefeitura.
Tinha feito minha lanchonete de tijolos, tudo muito limpo e respeitoso com a segurança da saúde dos clientes. Mas os doutores da burocracia entenderam que eu estava ferindo normas. O fato é que tempos depois, quando minha lanchonete já não existia mais, pois fui obrigado a fechá-la, a minha lanchonete virou moda na cidade - e aceita pelo poder público. Falo da burocracia por conta da falta de sensibilidade de algumas autoridades - e não são todas, quero deixar bem claro. Esta experiência que tive na prática é repetida todos os dias nas repartições públicas. Muitos trabalhadores, cansados de lutar com as dificuldades, acabam caminhando para práticas irregulares ou para o serviço que chamam de informal. O maior exemplo é o vendedor de rua, esse mesmo que comercializa de tudo muitas vezes sem autorização.
Acredito que a administração pública não pode ser um muro ou paredão intransponível, que impossibilita os sonhos e desejos das pessoas. Entendo que é preciso regra e lei, mas consultando o Código de Posturas do Município de Goiânia, por exemplo, observo uma série de empecilhos que desmotivam as pessoas. Antes mesmo de procurarem cumprir o que pede o poder público, elas se sentem desmotivadas devido as dificuldades postas no papel. Acho que é mais fácil aproximar a regra da realidade do que sair por aí aplicando a lei de forma desproporcional. Estes fatos se repetem todos os dias.
Aprendi um princípio que deve sempre ser seguido: o da razoabilidade. Ele diz que é preciso ser razoável em nossas avaliações e cobranças. Ser razoável é não impedir, por exemplo, que um show aconteça só por conta de uma pendenga ambiental. Pode até multar, mas impedir algo programado durante muito tempo é absolutamente burocrático.
Ser razoável é aplicar a lei da mesma forma para todos, mas sabemos que aqueles mais influentes conseguem suas demandas. Outros não têm a mesma sorte e ficam indo e voltando para tentar empreender suas ações. Por isso mesmo chegam pedidos e mais pedidos em nosso gabinete, que procura atender a todos, mas estamos cientes de que a função da administração pública é tratar qualquer cidadão da mesma forma: o rico e o pobre, o branco e negro, o goiano e o mineiro, o jovem e o velho. Atualmente tenho tentado resolver (ou ajudar) inúmeras demandas, em sua maioria justas e muitas vezes absurdas. Questões como a falta de documentos, recursos iniciais para pagar taxas, quantidade exorbitante de procedimentos, tributos sem necessidade e exigências desnecessárias impedem o espírito empreendedor. Uma pesquisa realizada em 2007 pela GEM, órgão que mede o grau de empreendedorismo no mundo, afirma que impostos e burocracia impedem (26,7%) lideram as reclamações de pessoas que atuam na área da livre iniciativa do Brasil. E isso prejudica a geração de rendas e empregos.
Respeito o funcionário público e suas obrigações, mas entendo que a boa vontade pode ser a primeira ação para fazer com que a expressão 'burrocrata' desapareça de nossa sociedade. Quem sabe mudando nossas atitudes, em vez de impedir sonhos e acessos, possamos realizar desejos e fazer parte da vitória dos outros.

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