É para encerrar a discussão: a questão do feriado negro mexeu com a Câmara Municipal de Goiânia. Aliás mexeu com toda Goiãnia. Inclusive, meu querido jornalista Rosenwal, do Diário da Manhã, me questionou por meio de artigo justo e legítimo. Vou resumir para quem não sabe: derrubamos por 20 votos a 10 o veto do prefeito Iris Rezende que impedia a instituição de uma data comemorativa para a Consciência Negra em Goiânia.
Durante a sessão, articulei a vitória ao veto com políticos da oposição e da base do prefeito. O projeto é da Marina Sant´Anna e do Serjão. É uma data que não podemos deixar de celebrar. E ela não onera em nada o município. Acompanharam a sessão diversas lideranças negras, caso de Maria Dalva Mendonça, 72, matriarca do Movimento Negro de Goiás, e representantes das entidades Companhia Teatral Zumbi dos Palmares, Associação de Mulheres Samba Crioula, Comunidade Cigana de Trindade, profissionais liberais negros e lideranças e professores universitários.
Portanto, amigos, a sessão foi legítima. Entendo que o debate para a votação foi polêmico, incluindo troca de acusações entre os presentes. Mas não sou racista, quero reiterar aqui neste espaço pessoal. Quero apenas rebater que a lei federal citada pelo líder do PMDB que diz ser quatro feriados para cada município um ato inconstitucional.
E, amigos, quem fala se é ou não constitucional é o Supremo Tribunal Federal (STF). A Constituição Federal garante autonomia para os municípios. Uma lei que impede a instituição do feriado é contrária aos princípios constitucionais. E mais: o próprio debate gerado pelas comemorações, tanto na imprensa quanto na sociedade, produz resultados positivos. As pessoas passam a conhecer a realidade dos negros e atuar para diminuir a discriminação. E será, acima de tudo, um feriado para negros e brancos. É uma questão simbólica.

Simplesmente sou contra a qualquer outro feriado que queiram criar no Brasil, inclusive esse feriado de hoje 21/04 (Dia de Tiradentes) deveria ser abolido ou pelo menos que seja feriado apenas em Minas Gerais. A verdade é que a grande massa não quer nem saber do que se trata o feriado e sim curtir como dia de descanso.
ResponderExcluirAugusto
Acredito que a questão, Augusto, não é nem de feriado, mas de lembrarmos do motivo do feriado. Mas entendo sua posição. Abraços!
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