Na quinta-feira passada estive junto aos amigos para realizar uma manifestação pela paz. Exatamente o tema de uma das minhas últimas postagens no blog. Nos reunimos para manifestar pela paz numa praça lá da Alameda das Rosas. Chamamos a pracinha Paulo Brito de 'Pracinha das Mães'. É que era de dar dó a quantidade de mães ali lamentando a morte de seus filhos. Deu um frio na barriga ver a situação, conversar com elas e depois discursar. É que tenho filhos também. Como elas, faço minhas preces para que nada aconteça com eles.
O movimento elaborado pela ONG Justiça Já reunia as mães de tanta gente que nos deixou de forma trágica: a mãe do Paulo Brito (vice-prefeito de Anicuns) e a mãe do Pedro Henrique (o bacharel em Direito morto após abordagem da polícia em setemebro de 2008) estavam lá. Desde já um abraço no coração de dona Vilma, nos familiares do casal Ximenes, em Télvia Loyola, dona Madalena, no promotor Fernando Krens e em vários outros presentes. Foi bom sentir que todos estavam ali para pensar numa sociedade mais positiva e humana.
Acho absurdo estarmos discutindo violência, pois o certo era falarmos cada vez mais de paz. Mas a cidade tem enfrentado cada situação... Que coisa! Gente inocente morrendo todos os dias, bandidos abusando da crueldade, a polícia nem sempre agindo da forma que queremos... No final de semana, um jovem (formando de Farmácia) foi morto na frente de uma boate. Um verdadeiro absurdo pelo que li nos jornais da cidade.
Quero aqui reiterar o que disse na quinta-feira: meu gabinete está aberto para as mães e qualquer pessoa que tenha sofrido violência. Vou sempre estar na linha de frente para pedir paz e agir por isso. Só que a questão da violência é complexa demais. Não se resolve com lei nem canetada de prefeito ou governador. Violência se resolve com educação, conscientização, boa família e força de vontade do próprio ser humano.
Disse para todos presentes que eu poderia ser o assassino dos filhos daquelas mães desamparadas. Muitos bandidos não tiveram família. Graças a Deus tive uma mãe presente. Peço que as mães não larguem seus filhos. Não fosse minha mãe e a índole familiar, hoje poderia ser um criminoso. E sou um cidadão pacífico e defensor da vida em paz.
Vamos, então, queridos, criar bem nossos filhos, dar mais oportunidade e realizar campanhas para que a Justiça seja mais efetiva. É um absurdo o que acontece: tem gente que mata e só vai preso 10, 15 anos depois do crime. É hora de combater a impunidade e a injustiça social. Desde já aceito o convite para a próxima manifestação.

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